quinta-feira, 28 de abril de 2016

Modelado do Terreno - Treinamento de Curva de Nível

Continuação da postagem anterior: Sua Excelência, a curva de nível

A curva de nível é uma linha que liga os pontos vizinhos de mesma altitude (em relação ao nível do mar). A sua função é transmitir ao leitor do mapa uma noção precisa do formato do relevo, a modo como o relevo se apresenta, as reentrâncias e protuberâncias do terreno. Enfim, o medelado do terreno.
A representação do relevo por intermédio das curvas de nível ganha uma cor padronizada em todos os tipos de mapa. A cor sépia.
Cabe uma prudente descrição para os homens: sépia é marrom. Não se preocupe em definir ocre ou fúcsia, pois estas cores não são comuns nesta área.

Para conhecer todos os detalhes da curva de nível e deixar que o terreno "converse" com você, participe deste treinamento, Modelado do Terreno.
Ele será realizado numa fazenda em Piratininga, 13 quilômetro do centro de Bauru.
Como é numa área rural, será necessário que os participantes estejam trajando roupas que protejam as pernas, ou seja, calça comprida. Pode ser uma daquelas que se usa em malhação. A finalidade é proteger a pele das pernas do contato com o vegetação rasteira.
Outro aprendizado legal desta oportunidade é que será necessário a utilização de bússola. Pode ser qualquer bússola que tenha uma agulha que aponta para a direção norte-sul. Se estiver muito difícil conseguir uma, existem aplicativos de smatphone que a disponibilizam.
O treinamento será no domingo, dia 1º de maio, pela manhã, das 09:30h às 12:00h.
O ponto de encontro é na estrada de acesso à Piratininga. Vindo pela rodovia Bauru-Ipaussu (rodovia João Baptista Cabral Rennó), é só entrar no trevo de acesso a Piratininga (km 246) que o local de reunião é por ali. Mas vindo por dentro, pela estrada que liga Bauru a Piratininga, é só pegar a saída para a Bauru-Ipaussu que o local de encontro é pouco antes de chegar na rodovia.
A inscrição deve ser feita no formulário abaixo, até às 10 horas da manhã de sábado, dia 30 de abril. Isso para haja tempo de serem impressos os mapas necessários, sem desperdício.
Ah, importante: a inscrição custa R$ 12,00 (doze reais) a qual poderá ser paga durante o treinamento. Mas se você se inscrever, não vá faltar, pois os gastos para a sua participação já estarão sendo feitos "por conta".

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Sua Excelência, a curva de nível





A curva de nível é um enigma. Só que não!

Quase tudo que está representado em um mapa é óbvio, dispensa explicações. Uma linha longa com curvas deve ser uma estrada. A não ser se for azul, porque aí deve ser um rio. Se for reta, provavelmente uma cerca, um muro. Se for uma área verde, uma mata; azul, uma superfície líquida. Se houver dúvida, deverá haver uma legenda no canto da folha explicando tudo.
Os mapas tendem a ser o que os aplicativos dos celulares buscam: intuitivos.
Mas como representar o relevo? Afinal, um terreno não tem só vegetação, trilhas, riachos. Há morros, planícies, reentrâncias e protuberâncias. E o mapa (normalmente) é um plano.
A solução que encontraram para representar a 3ª dimensão, o relevo, foi a curva de nível.
Ela não foi sempre soberana nos mapas. Antes, o relevo era representado com hachuras. Mas a curva de nível tinha a vantagem de deixar o mapa menos carregado e fornecer informações precisas de altura. Compare as duas técnicas na imagem abaixo de uma mesma área (península de Salem, EUA).
Fonte: http://www.alaskool.org/resources/teaching/national_archives/maps.htm
A curva de nível é uma linha que une os pontos vizinhos que têm a mesma altitude.
Falando assim, parece complicado. E, se não explicar direitinho, pode virar um mistério. Mas, para nós, nunca mais vai ser!

Temos a satisfação de anunciar que o mapeamento do nosso campo de treinamento de curva de nível está pronto. A partir de agora, temos um local na região de Bauru (em Piratininga) para treinar nossas habilidades em ler essa importante informação do mapa.  O mapa em 3D agora é nosso!
E não precisa nem de óculos!

Oculos 3d
Fonte: http://canalte.ch/S215

ANOTAÍ: nesse domingo tem Modelado do Terreno, o treinamento de curva de nível.

terça-feira, 19 de abril de 2016

A Orientação em São Paulo

Há uma entidade que organiza o esporte no estado: FOSP

A Federação de Orientação de São Paulo - FOSP - é uma sociedade civil de direito privado. Existe desde o ano 2000 com o principal intuito de difundir e promover o desporto Orientação no estado. Não tem fins lucrativos, mas arrecada taxas nas competições que supervisiona ou realiza para arcar com seus custos administrativos.
O seu principal produto de promoção do esporte é o Campeonato Paulista de Orientação. Mais conhecido pela sua sigla, CAMPOR, ele já está na sua 21ª edição. É, portanto, mais antigo que a Federação.
Neste ano, o CAMPOR tem a previsão de 6 etapas. A 1ª e a 2ª já foram. A 3ª é em Piracicaba, apesar de no calendário a seguir estar "Campinas". A 4ª etapa será em Pirassununga, a 5ª em São Paulo e a 6ª será aqui perto, em Agudos.
Para conhecer melhor o trabalho da FOSP e sobre o CAMPOR, veja o site www.fosp.com.br . Se você estiver acessando de um computador, o link estará permanentemente no quadro ao lado - ORIENTAÇÃO NA WEB.

Vamos nos preparar para a próxima etapa do CAMPOR (22 de maio)?




quinta-feira, 14 de abril de 2016

orientação e Orientação

Diferenças além do "o" maiúsculo

Não confundir orientação com Orientação, porque a Orientação está dentro da orientação, mas a orientação está além da Orientação. Fui claro?

orientação refere-se ao ato ou à arte de se orientar. E orientar, nas palavras de um velho dicionário, é "reconhecer a situação do lugar em que se acha para se guiar no caminho".
Orientação refere-se a um esporte, cuja característica principal é a utilização de um mapa com o qual se fará a orientação.
A orientação é muito mais antiga que a Orientação. Nasceu com a necessidade do animal humano vencer distâncias e ter o controle da sua segurança e dos seus afazeres. E a Orientação foi uma criação humana do final do século 19. Ela sistematizou e normatizou a atividade de orientação de modo a torná-la um esporte a ser praticado exclusivamente com mapa e bússola.
A confusão é justa porque as atividades são designadas pela mesma palavra no português. No inglês, a diferença é mais clara, afastando confusões. Se você precisar se deslocar, deve ficar atento às técnicas de "orientation" ou ativar suas "navigation skills". E se sua intenção é praticar aquele esporte que usa mapa, bússola e as técnicas de "orientation", você fará "orienteering".
Podíamos seguir esta mesma linha nos países lusófonos, inventando uma palavra diferenciada ou nos apropriando de uma já existente. Para designar e diferenciar o esporte ainda não houve êxito, mas para designar os seus praticantes sim. Os que antes eram chamados de orientadores (confundidos com orientadores educacionais e por aí vai), hoje está estabelecido que os praticantes do esporte são orientistas.
Assim sendo, quando falamos em Orientação com "o" maiúsculo, estamos nos referindo ao esporte que utiliza as técnicas de orientação (com "o" minúsculo) com o recurso de um mapa e de uma bússola. A orientação com "o" minúsculo vai além do mapa e da bússola: se apoia em GPS, acidentes do terreno, nos astros, nos sinais ambientais e em outras técnicas.


PS. A primeira palavra do primeiro parágrafo, "orientação", foi escrita com letra minúscula de forma propositalmente errada. O certo é que toda primeira palavra de uma frase tenha sua primeira letra maiúscula. Achei bom avisar!

A Melhor Maneira de Aprender Orientação

Praticar, praticar e praticar!

Orientar equivale a usar uma língua (como espanhol, inglês, suomi, mandarim, tupi, etc). Quanto mais costume com uma língua, mais ela se torna natural para quem a usa.
Uma língua tem propriedades que a tornam única. Seus sons, sinais, sotaques, ritmo e até o ambiente cultural que a envolve.
As propriedades da orientação se expressam em mapas, bússolas, nos astros celestes, GPS, correntes de ar, enfim, inúmeras evidencias que permitem ao ser humano se localizar.
A habilidade e intimidade com essas propriedades fazem com que o indivíduo domine a língua, no nosso caso, a orientação.
E para dominar as propriedades da orientação é válida a velha regra do aprendizado de idioma: praticar. Veja bem: o que é intercâmbio de idiomas no exterior senão a possibilidade de praticar a língua local, ouvir, falar e imergir naquele ambiente cultural?

Então, vamos praticar orientação, a melhor forma de aprendê-la. Além das nossas atividades aqui na região de Bauru, podemos sair um pouco e aproveitar o Campeonato Paulista de Orientação. A próxima etapa será no dia 22 de maio, domingo, em Piracicaba. A organização está por conta do Clube de Orientação de Campinas - COCAMP.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Por que Autidó?

Já me perguntaram o porquê de "Autidó". Aqui está a resposta.

O motivo da criação da Autidó é a reunião de pessoas para a prática da orientação. Que fique claro: orientação como atividade de lazer, como o esporte Orientação, trekking, bike, passeios, etc.
Uma atividade com orientação se diferencia de uma sem na medida em que o praticante tenha à disposição meios e técnicas que permitem sua autolocalização ou autodeterminação. Baseado nesse princípio, orientação se faz em qualquer lugar. Mas, principalmente, em ambiente rural. Aliás, foi neste ambiente que surgiu a inspiração para "autidó".
Porque uma outra característica da orientação é ser, na maioria esmagadora das vezes, praticada ao ar livre. Daí o esporte de mesmo nome ser enquadrado como uma atividade outdoor (ar livre, em inglês - dentre outros significados).
Agora, pronuncia certo isso aí!!! /'aʊtˌdɔr/ (obrigado Siri!).
Imagine-se dizendo para pessoas que vivem no meio rural, particularmente aquelas mais humildes e menos integradas aos termos estrangeiros, para falar certo  /'aʊtˌdɔr/ ! Sai no máximo um "autidó".
Autidó é, então, o aportuguesamento livre de outdoor, uma homenagem em respeito ao habitante do local em que praticamos a orientação e ao seu ambiente de vida, nosso parque de diversão.
Quanto ao logo, ... fica para outra próxima postagem.


quinta-feira, 7 de abril de 2016

O Começo do Início

O objetivo da Autidó é tornar a arte de orientar algo natural para todos.

O esporte Orientação é uma das ferramenta para se ensinar e praticar técnicas de orientação.
Para ensinar Orientação, a Autidó começa pelo começo: tem um programa que, em 3 momentos, habilita qualquer pessoa nos fundamentos da orientação. O 1º é a leitura de mapas, o 2º é a compreensão do modelado do terreno e o 3º é a utilização da bússola.
O 1ª momento, leitura de mapas, é extremamente fundamental. E vai acontecer de novo no dia 10 de abril.
Ocasião ideal para mostrar a um amigo(a) o que é Orientação depois que ele(a) não entendeu quando vc explicou por palavras. Ou para curtir momentos legais fazendo uma atividade saudável para a mente e corpo.
Então anota e divulga aí:

TREINAMENTO INICIAL
Data: 10 de abril (domingo).
Hora: das 9h às 11:30h ou das 15h às 17:30h.
Local: Unesp - Portaria 1.
Trajes: roupa de malhação.
Gratuito!!!!

Preencha a inscrição abaixo.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Os Nortes

Existem 3 nortes. Mas 1 nos interessa.

Há uma confusão generalizada com essa história de norte. Tem o norte geográfico, tem o norte de quadrícula e tem o norte magnético. Todos têm sua importância, sendo que o magnético é essencial para a gente.
O norte geográfico (ou verdadeiro) deve ser o mais conhecido no mundo. E o mais confundido com o magnético. Ele, junto com o sul (geográfico), são as pontas de uma vareta que atravessa a Terra. Em torno dessa vareta o planeta gira, fazendo os nossos dias e noites. Então, aquele negócio de corpos celestes em movimento no espaço que Copérnico, Kepler, Galileo e Einstein falavam é tudo balela. A Terra se resume numa vareta, que liga o norte ao sul, rodeada de terra, como em um algodão doce.
Já o norte de quadrícula é o irmão desconhecido dos nortes. Afinal, sua influência é quase nula para a vida das pessoas. Ele é uma invenção dos cartógrafos para eliminar distorções e garantir a confiabilidade das cartas topográficas. Se baseia no princípio de que o planeta é redondo (mais ou menos) e o mapa é plano. Ao se fazer um mapeamento sistemático do terreno no papel, é necessária uma deformaçãozinha na direção do norte para equilibrar o mapa. É meio difícil de entender. Ainda bem que a diferença do norte de quadrícula e o geográfico é ínfima, da ordem de alguns segundos (segundos de ângulo, fração dos minutos que é fração dos graus). Ou seja, desprezível para nós.
O norte magnético é o nosso sol. Ele guiou nossos antepassados para conquistar o mundo. A confusão dele com o geográfico decorre devido a sua proximidade real. No entanto, estão efetivamente em locais distintos. Diferente do norte de quadrícula, há um ângulo considerável de distância entre os dois, que, no Brasil, gira em torno dos 20 graus.
De todos os nortes, só o magnético aparece nas nossas cartas de Orientação. Mas no mundo real, no terreno, ele é invisível. Ele só pode ser visto por meio de um aparelho: a bússola. Daí surge a ligação da bússola com a Orientação. E mais, esse norte também é conhecido como o norte de bússola.
Mas por que se usa o norte magnético na orientação? Por que ele é diferente do geográfico? Alguém sabe?

Imagem: http://rumosemrotas.com.br/roteiros/orientacao/#